"Chamusca: Da Ponte ao Castelo de Almourol..."
:: Está na freguesia do Pinheiro Grande. Comece por admirar a Ponte da Chamusca, monumento em ferro que, com a sua inauguração, trouxe à região desenvolvimento, sendo considerada para o concelho como uma das obras mais relevantes do século XX. À sua construção ficará sempre ligado o nome do Dr. João Joaquim Isidro dos Reis, que fez desta obra uma das máximas da sua vida como homem e político.
Seguindo para norte, pela E.N. 118, antes de entrar na aldeia sugerimos uma visita à Borda d'Água onde pode sentir a magnitude do Rio Tejo em plena lezíria. Para lá chegar vire à sua esquerda, percorrendo o Dique do Ribeiro do Casal Velho. De regresso à E.N.118 chega à aldeia do Pinheiro Grande, uma das povoações mais antigas do Concelho. Foi comenda da Ordem dos Templários e fez parte da Ordem de Cristo. Vestígios destas influências, podem ser observados no edifício da Colectividade e na casa Paroquial.
A igreja, fundada pelos Templários, foi sofrendo, ao longo dos tempos, vários incidentes, sendo o seu actual aspecto do início do século XX. No seu interior encontra-se a laje tumular de D. João de la Cueva (comendador do Pinheiro Grande durante a permanência filipina) e uma imagem em pedra de Santa Maria do Pinheiro Grande. Subindo até às Cabeças do Pinheiro, um miradouro oferece uma soberba vista da lezíria e do rio Tejo.

:: Retomando a E.N.118, no sentido norte, chega à jovem freguesia da Carregueira. Famosa pelos seus laranjais é aqui que se encontram as laranjas mais sumarentas, saborosas e perfumadas que conhecemos. Parando num dos vários pontos de venda que se encontram ao longo da estrada, poderá confirmar a nossa opinião. No centro da localidade, seguindo as placas, no sentido nascente, irá até ao Espaço de Lazer "Mãe d'Água". A "Mãe d'Água" é um conjunto de sistemas de aproveitamento de água, composto por uma nascente, açude ou tanque de horas, antigo bebedouro para animais adaptada a lavadouro público e a reconstituição de antiga azenha. Diz-se de quem beber a sua água fará casamento na Carregueira.
:: Pelo mesmo percurso voltará à E.N. e retomando o sentido norte chega ao Arripiado. Nesta aldeia, edificada em declive que desce até ao Tejo, estacione o veículo na Rua 25 de Abril junto ao Posto de Turismo e desfrute de um passeio até à beira rio.
Comece por admirar a Igreja de S. Marcos, belíssimo edifício dos meados do século XX, cuja impressionante fachada pertenceu à demolida igreja de Santa Apolónia, em Lisboa. Como dado que consideramos interessante dir-lhe-emos que a fachada foi oferecida pelo Patriarcado de Lisboa à Comissão de construção da igreja do Arripiado e que as cantarias todas desmanchadas e numeradas foram transportadas de Lisboa até Tancos por comboio, de Tancos ao Arripiado, de barco e, do cais do Arripiado até ao local da edificação em carros de bois.
:: Calcorreando as ruas estreitas, as escadinhas e recantos floridos chega à zona ribeirinha. Contemple a vista no rio que se apresenta a seus pés, serpenteando pela lezíria que aqui começa. Disfrutando deste recanto único da Borda d'Água descanse no espaço verde Ribeirinho com Parque de Merendas e Pesqueiro. Pode continuar o passeio no espaço em calçada portuguesa, decorado com esculturas de José Coelho, o qual dá lugar a dois cais fluviais a partir dos quais uma Barca de Passagem liga o Arripiado à vila de Tancos. A barca funciona todos os dias e, permite aos seus utilizadores, desfrutar de inesquecíveis passeios pelo rio Tejo até ao Castelo de Almourol.

:: Em Agosto realiza-se a Festa do Arripiado, cujo ponto alto é a procissão fluvial e o "encontro" entre o padroeiro do Arripiado, S. Marcos e Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Tancos. Retomando o percurso em automóvel regresse à E.N.118 e continuando no sentido norte, encontra a indicação de "Miradouro do Almourol". Parte integrante do Parque Almourol, é um moderno espaço arquitectónico do qual é possível fruir a beleza paisagística das margens do rio Tejo, fronteiro ao Castelo de Almourol - antiga fortificação ligada à reconquista cristã - no qual pode admirar uma escultura do Mestre João Cutileiro, representando um "Guerreiro", marco visual para os visitantes e uma relação directa com a ilha e o Castelo.
Está no fim do percurso, esperamos que tenha gostado, e que tenha aproveitado para experimentar a gastronomia da região. Volte sempre!