"Chamusca: Da Lezíria ao coração da Charneca..."
Tendo como referência a estrada do campo que sai do Largo do Areal, espaço de homenagem ao trabalhador agrícola do Concelho da Chamusca, deixamos a Vila em direcção ao sul, tomando como objectivo a localidade e freguesia de Vale de Cavalos. Aqui, registos de vestígios romanos provam a antiguidade da presença humana, neste lugar, entre a Charneca e a Lezíria. Merece destaque a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e o Núcleo Museologico da Água. Ainda em Vale de Cavalos e integrada na Rota da Vinha e do Vinho do Ribatejo, a Adega do Meirinho, merece uma visita, e onde se poderão adquirir produtos vinícolas de afamado renome.
Seguindo em direcção à jovem freguesia da Parreira, sente-se a imensidão da paisagem quebrada apenas por pormenores sublimes da natureza. A Parreira tem na floresta a sua principal riqueza e oferece óptimas condições para o repouso e a prática de actividades em plena natureza, com destaque para a caça.
Tomando a direcção norte, para a freguesia do Chouto, entramos em pleno coração da charneca. O Chouto é por esse motivo considerado como a capital da charneca, local onde se realiza , pelo S. Pedro, a tradicional e bicentenária feira com o mesmo nome. Esta freguesia oferece óptimas condições para a prática em plena charneca de actividades ligadas à caça e em particular ao Cavalo e ao Touro Bravo. Na imensa área da freguesia encontram-se sediadas as várias ganadarias de gado bravo do concelho, sendo pois frequente verem-se as manadas pastando pelos campos. Para melhor contemplar este aspecto, aconselhamos a seguir pela indicação Pego da Curva em direcção ao Casal do Gorjão. Aí encontra a Estrada Nacional 243, que segue para oeste em direcção ao Chouto, Chamusca.


Embora estejamos sensivelmente a meio do percurso, referimos que em toda a sua extensão podem ser encontrados diversos e interessantes apontamentos de gastronomia caseira.
Retomando o nosso passeio, podemos seguir em direcção à pequena aldeia do Semideiro. Aqui, sente-se a forte presença do trabalho ligado à floresta e aos arrozais da Ribeira de Ulme. Ao longo da Ribeira funcionaram até há pouco tempo, cerca de 20 moinhos d'água, que, de momento não são visitáveis.
Descendo sempre ao longo da Ribeira, acentuam-se os contrastes da paisagem, entre a floresta e os limites alagados do curso de água. Chega-se a Ulme, Vila gémea da Chamusca, antiga sede de Concelho e constatamos que conserva ainda a Casa da Forca, onde esteve instalada a Câmara, e se fazia justiça. Esta freguesia oferece excelentes condições para passeios " Todo o Terreno ".
Usando a Estrada Nacional 243, em direcção à Chamusca, vai encontrar a Estrada Nacional 118, indispensável para regressar a qualquer destino.
:: A Charneca Ribatejana
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Charneca Ribatejana: Um fim-de-semana num mundo genuíno às portas da metrópole
O Ribatejo tem, desde há muito, uma forte e colorida imagem de marca, identificada mesmo por quem nunca o visitou: touros e cavalos, touradas e ganadeiros, campinos, forcados e fandango. Tudo isso existe na realidade, mas, precisamente por ser já tão divulgado, não é o objecto principal deste artigo, que se consagra a um Ribatejo menos visível mas porventura ainda mais autêntico – o da Charneca... In Jornal Pessoas e Lugares, Ed. 29 / Maio 2005