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É entre as margens do Rio Tejo das aldeias de Tancos e Arripiado, a nordeste do concelho da Chamusca, que se ergue esta construção mediaval com cerca de 310 metros de comprimento, 75 de largura e 18 de altura acima das rochas escarpadas. As raízes históricas da sua edificação, remontam para o século II Antes de Cristo. Terá sido erguido no local de um primitivo castro lusitano conquistado pelos romanos durante a ocupação da Península Ibérica. Posteriormente, foi ocupado pelos Alanos, Visigodos e Mouros. A fortaleza de "Almorolan" (do árabe pedra alta) foi conquistada aos mouros no reinado de D. Afonso Henriques (1129) que a doou a Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, encarregue pelo povoamento e defesa de terras entre o Mondego e o Tejo.
Entre 1160 e 1171, o Castelo de Almourol foi reedificado e terá sido várias vezes restaurado nos reinados seguintes. Esteve na posse dos Templários até à sua extinção, apresentando portanto características arquitectónicas predominantemente militares, nas quais de destacam à primeira vista, os dois recintos comunicantes rodeados por muralhas com dez torres cilíndricas, e bastões que assentam irregularmente devido ao relevo da ilha. Num desses recintos ergue-se altiva a Torre de Menagem, que outrora servira de ponto de vigia paras as linhas inimigas.
Graças à sua localização previligiada, o Castelo tornou-se num ponto de comunicação das províncias do Norte e do Alentejo com a capital, nomeadamente, no comércio de azeite, trigo, madeiras, carne de porco e frutas. Durante o Séc. XIX foram executadas várias obras de restauro que alteraram a sua fisionomia original.
Este monumento nacional pode ser visitado todos os dias, através de travessia de barcas no Rio Tejo. Pode também deslumbrar a paisagem que adorna o Castelo a partir do Miradouro situado na margem sul do rio.
:: Percursos Pedestres (Documentos Orientadores)
Na Rota do Almourol 2007 317Kb
Na Rota do Almourol 2008 413Kb


> Aspecto das muralhas do Castelo e da vista para o Rio Tejo