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Modificado em quarta-feira, 14 outubro 2015 15:36
Publicado em A Espiga e a Ascensão

A Espiga e a Ascensão

Um símbolo muito especial dos costumes e tradições da nossa terra...

O ramalhete da espiga não tem uma composição fixa, variando muito de região para região e até de terra para outra terra. No entanto, mais alguns elementos que surgem quase sempre e que encerram uma simbologia especial.

Em vários locais do Ribatejo colhem-se habitualmente três(1) espigas de trigo (e/ou cevada e/ou centeio), três malmequeres amarelos (brancos) e três papoilas, mais um raminho de oliveira em flor, um esgalho de videira com o cacho em formação(2) e um de alecrim ou de rosmaninho florido(3).

As espigas querem dizer fartura de pão; os malmequeres, riqueza; as papoilas, amor e vida; a oliveira, azeite e paz; a videira, vinho e alegria; o alecrim ou o rosmaninho, saúde e força. Guardado em casa, o rosmaninho da espiga não deve ser perturbado na sua quietude, sendo substituido apenas no ano seguinte por outro igual mas mais viçoso.

 

 

 

(1) No ramo, as espigas e outros elementos podem ser um, três ou cinco cada, mas sempre em números ímpares.

(2) Este costume de colher ramos de oliveira em flor e vides com cachos de uva em formação deu azo, em tempos idos, a muitos protestos de agricultores que, em Quinta-Feira de Espiga, viam seus olivais e vinhedos invadidos por ranchos de gente que lhes mutilavam os frutos antes do tempo.

(3) O raminho da espiga consoante os locais pode compreender vários outros elementos, de significado menos preciso, integrados muitas vezes apenas para compor o ramalhete. São os casos, por exemplo, das margaridas, das campainhas, das rosas e até das favas.

 

 

 

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