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segunda-feira, 03-06-2024.
Modificado em segunda-feira, 03 junho 2024 16:58

Chamusca acolhe residência artística em colaboração com a Universidade Lusófona de Lisboa

 

Pelo segundo ano consecutivo o Edifício São Francisco, na Chamusca, acolhe a Residência Artística da Universidade Lusófona. Este evento, que decorre de 03 a 07 de junho, resulta do protocolo de parceria entre e o Município da Chamusca e a Universidade Lusófona de Lisboa.

 

Durante esta semana, num contexto de profundas mudanças sociais e tecnológicas com grandes impactos nas práticas e processos educativos, a unidade curricular "Skynet: Desafios da Atualidade" oferece um espaço multi e interdisciplinar. Coordenada pelos professores João Sousa Cardoso e Orlando Franco, esta iniciativa tem como objetivo cruzar e explorar diversas competências e áreas do saber, abrangidas pelo Departamento de Cinema e Artes dos Media da Universidade Lusófona de Lisboa.

Os sete alunos, que irão participar ao longo desta semana na residência artística, são provenientes de cursos de licenciaturas e mestrados nas áreas do cinema, fotografia, artes visuais e som. Numa primeira fase, estes alunos tiveram oportunidade de contactar com um painel de convidados, tais como António Guerreiro, Edgar Pêra, Isilda Sanches, Isa Toledo e João Pombeiro, em seminários e masterclasses (na universidade). Agora, numa segunda fase, no contexto de residência artística, sob a tutoria e curadoria do artista Manuel Santos Maia, os estudantes serão desafiados a criar um ou vários projetos artísticos que reflitam sobre algumas temáticas da atualidade, de que é exemplo a Inteligência Artificial (A.I.), entre outros desafios.

 

A iniciativa termina no dia 07 de junho, pelas 16H, com a apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos ao longo da residência artística.

 

Biografias: 

 

  • João Sousa Cardoso (Coordenador)

Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes [Sorbonne], defendeu a tese L’imaginaire de la communauté portugaise en France, à travers les images en mouvement [1967–2007], orientada pelo sociólogo Michel Maffesoli. Integrou o Centre d'Études sur l'Actuel et le Quotidien da Universidade Paris Descartes. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2005 e 2009. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, com estreia no Teatro Nacional D. Maria II, em 2019. Dirigiu o TEATRO EXPANDIDO!, no ano de reabertura do Teatro Municipal do Porto, de janeiro a dezembro de 2015, projeto que atravessou a dramaturgia do século XX, levando à cena 11 peças em 12 meses. Publicou os livros Sequências Narrativas Completas [prefácio de António Guerreiro] e A Espanha das Espanhas [prefácio de Jacques Lemière] pela Book Cover, em 2020. Professor na Universidade Lusófona. Escreve regularmente ensaios para o jornal PÚBLICO.

 

  • Orlando Franco (Coordenador)

Artista visual, curador independente, professor e mediador cultural sediado em Lisboa. Doutorado em Artes dos Media pela Universidade Lusófona de Lisboa, Licenciado em Artes Plásticas pela ESAD-Caldas da Rainha, frequentou o programa Erasmus na Faculdade Belas Artes de Salamanca, Pós-graduação em Teorias da Arte na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e frequentou o programa de projeto individual no Ar.Co.

O seu trabalho artístico explora as várias possibilidades da imagem, através do vídeo, da fotografia, da instalação e do desenho. Os seus trabalhos artísticos, bem como os projetos de curadoria, procuram expandir e amplificar ideias/conceitos como: tensão, esforço e suspensão, erro e falha, peso e leveza, realização e frustração. As suas pesquisas centram-se frequentemente na noção física de corpo/máquina, que podem ser animais, mecânicos, industriais ou objetos.

É professor auxiliar no departamento de Cinema e Artes dos Media da Universidade Lusófona de Lisboa, que a par da docência exerce a codireção do Mestrado em Fotografia e a subdireção da licenciatura em Fotografia. É professor convidado na ESAD.CR. Tem sido convidado e organizado conferências, cursos e programas de conversas em Portugal e recentemente na Polónia. Colabora com o Serviço de Mediação/Edução do Museu de Arte Contemporânea - CCB.

Tem exposto, individualmente ou em coletivas com regularidade desde 1999. Dos seus projetos recentes destacam-se: “Notas sobre empatia e alteridade” no Centro Cultural de Lagos, “AWARE” no BAG - Banco das Artes Galeria, Leiria, “Os Olhos não estão aqui”, na Galeria Trem em Faro e “WAIT” no Museu Coleção Berardo, CCB, Lisboa.

 

  • Manuel Santos Maia (Tutoria/Curadoria)

Licenciado em Artes Plásticas - Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, expõe regularmente desde 1999. A sua obra tem sido apresentada em diferentes países entre os quais Inglaterra, França, Estados Unidos, Bélgica, Holanda, Itália, Espanha, Noruega, Brasil, Macau e Argélia, em diversos espaços nacionais, de que é exemplo a Fundação Calouste Gulbenkian, Galeria Quadrum, Galeria Zé dos Bois, Galeria Quadrado Azul, Galeria Av. Índia, em Lisboa; Serralves, Escola das Artes e Galeria Municipal, Reitoria da Universidade, Galeria Nuno Centeno, Galeria Fernando Santo, no Porto; Centro de Artes Visuais, Colégio das Artes, Círculo de Artes Plásticas, em Coimbra; Museu do Neorrealismo em Vila Franca de Xira, Museu Amadeo Sousa Cardoso em Amarante, CIAJG, em Guimarães e Centro de Arte Oliva, em São João da Madeira.

 

Enquanto curador comissariou várias exposições individuais e coletivas em Lisboa, Porto, Faro, Braga, Coimbra e Elvas. Organizou ciclos de cinema e mostras de performance. Desde 1998 tem organizado debates, conversas, conferências com criadores de diferentes áreas artísticas, curadores, artistas-comissários, críticos e historiadores. Dos vários projetos curatoriais destacam-se: três edições da Bienal da Maia de 2015, 2021 e 2023, no Fórum da Maia; três exposições na Galeria Municipal (2014, 2018, 2019) ou no Cinema Batalha. Diretor artístico do Espaço CAMPANHÃ (2008-2009) e do Espaço MIRA (desde 2013).

 

Enquanto arte-educador, integrou a equipa do Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves (2000-2020) e a equipa do Serviço Educativo da Culturgest Porto. Implementou os serviços educativos do Centro de Arte e Museu Municipal da Figueira da Foz e o projeto Terminal em Oeiras. Foi docente na Escola Superior Artística do Porto entre 2002 e 2012 e é docente na Universidade Lusófona do Porto, desde 2010.

 

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