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Ermida Nossa Senhora do Pranto

Ornamentada com azulejos dos Séc. XVII e XVIII e talha dourada do Séc. XVIII...

 
Pequena ermida edificada nos finais do século XVII, de estrutura arquitectónica simples é, no entanto, um dos ex-libris da Chamusca, no seu adro podemos admirar um singelo cruzeiro e um miradouro, que permite observar o Rio Tejo e a lezíria.
 
É composta pela nave central, onde se encontra a capela-mor, e lateralmente pela capela de S. José e pela Capela de S. Joaquim ou Capela do Senhor dos Aflitos. Na nave central encontramos azulejos com motivos florais, jarras, pássaros e outros animais do início do século XVIII.
 
A capela-mor está revestida por dois grandes painéis de azulejo do século XVIII, representando, a “Circuncisão do Menino Jesus” e “ O Menino Jesus entre os Doutores do Templo”.
 
Na capela de S. José as paredes encontram-se totalmente revestidas por seis painéis de azulejo, que representam passagens da vida de S. José. Por sua vez na Capela de S. Joaquim existe em determinadas zonas das paredes, um silhar de azulejos policromados de motivos em cruz. O altar-mor é revestido a talha dourada e arrecada a imagem de Nossa Senhora do Pranto.  
 
A Lenda do Povo
 
Reza a história que durante as invasões Francesas e na perspectiva da chegada destes à Chamusca, o povo acorreu à capela de S. José (que fica no cimo de um monte) e que, em pranto, prometeu a construção de outra capela caso os Franceses não chegassem lá. Num ato corajoso, os pescadores queimaram muitos dos seus barcos (cerca de 75 embarcações) para evitar a passagem da tropas Francesas que estavam aquarteladas na outra margem do rio.
 
Assim aconteceu: estando o exército de Napoleão em plena Lezíria Norte, na hoje Vila da Golegã, deparou com um rio (Tejo), que, como que por milagre, se encheu de lés a lés. Estes, impedidos de o atravessar, lançaram contra a Chamusca balas de canhão como acto retaliação ao que lhes tinha sucedido. O povo, agradecido a este "Acto Divino", mandou construir a capela da Nossa Senhora do Pranto. Sendo que, uma das balas lançadas pelos franceses, encontra-se ainda hoje em exposição na sacristia da capela de S. José.
 
 
 
 
 
 
 
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